sábado, 26 de setembro de 2009

Boas Idéias


Existem tantas palavras escondidas,
Tantas alegrias, tantas cores.
Tantos amores mal resolvidos,
Tantas idéias, tantas dores.
Já é hora de seus medos descerem as escadas,
Descarregue seus preconceitos na privada,
Troque os óculos de seus olhares maledicentes
E veja que é igual ser tão diferente.
Experimente trocar as roupas surradas,
Dispa-se dos pudores e vista novas possibilidades.
Mantenha a cabeça erguida bem acima das pequenas idéias.
Enfrente com força os dedos tesos,
Fazendo da sua armadura um espelho.
Não julgue ninguém pela cama,
Nunca machuque a quem você ama.
É bom quebrar as regras às vezes,
Gargalhar para as adversidades.
Aprenda novas canções, novos caminhos,
Siga por novas direções.
Tenho a certeza que seus dragões não passavam de moinhos de vento.
Não repita o que lhe incomoda,
Não propague o que lhe machuca,
Não mascare seu sorriso e não guarde seus sentimentos.
Tome um banho de chuva,
Dance como se ninguém estivesse vendo.
Beije sempre que puder
E leia todos os livros que conseguir.
Escreva. Coloque no papel o que sente,
O que busca, o que espera.
Enfim, viva intensamente cada momento seu
E deixe que o outro também o faça.
Ame muito, respeite tudo, e tenha uma overdose de sorrisos.

P.S. Estou em uma fase muito feliz e repleto de novas perspectivas. Decidi compartilhar essa alegria com vocês... Ah! o quadro acima também é de minha autoria...rs! (:

Beijo pra quem é de beijo.
Abraço pra quem é de abraço!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Blogagem coletiva... Uma carta pra mim... ( Blog Um pouco de mim)



Caro Roberto,
Lembra de quando você era aquele menino indefeso, que não tinha medo do escuro, mas tinha medo de não viver? Pois bem, desde então já se passaram alguns anos e muitas historias pra contar... Não esqueço daquele amigo que sempre dizia " você nasceu para ser amante da madrugada". Hoje sinto suas palavras pulsando em minhas veias... Já atravessei tempestades loucas. Já me perdi em labiritnos de dúvidas. Já me encontrei em algumas bocas. Já tomei banho de chuva. Conquistei amigos, amores e curvas. Um menino que sonhava em conhecer o mundo. Que queria ser médico e acabou se tornando advogado. Que mentia a idade para parecer mais velho. Que enfrenta firme as bocas moles. Quem diria que aquele garoto inocente,por vezes até meio bobo, um dia fosse enfrentar, uma a uma, suas batalhas? O garimpador de sorrisos que chorava escondido dos outros. Nascido em uma cidade com 5 mil habitantes, sempre soube que havia um mundo inteiro de possibilidades atrás daqueles muros. Aos treze anos, deixou a casa dos pais e foi desbravar a metrópole soteropolitana. Descobriu novos horizontes. Ese é você, Roberto. Um menino-homem que está se construindo aos poucos. Que vai, paça por peça, montando sua história. Que não desiste de lutar, e deseja um dia provar do gosto de um amor de verdade... Esse sou eu.
Como já li certa vez: "sou vários, todos verdadeiros"...
Já descori há muito que te amo demais, ou melhor, que me amo demais. E esse é o prieiro passo para amar outro alguém...
Que Deus ilumine sempre o caminho.
Roberto Ney Araújo.

Elaine, parabens pelo blog, com voos de que ele lhe proporcione muitas alegrias e boas recordações. Beijo grande e gostei de ter feito parte dessa comemoração!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vício


Não tenho destino, nem rumo certo,
Faço da madrugada o meu moinho,
Trago a face nua e o peito aberto,
Nada é tão incerto quanto o meu caminho.
Tenho dívidas pagas e outras tantas,
Acumulo flores e espinhos,
Trago na alma algumas dores,
Poucos amores e muito carinho.
Gosto de ver diferentes cores,
De olhar os verdes olhos e seus labirintos.
Mergulho lá no fundo e pesco uma luz
Que ilumina minhas curvas e meus turvos delírios,
Que aquece o meu corpo e enche de brilho,
O meu antes sombrio, hoje colorido.
Só bebo do seu veneno se a morte for ligeira,
Só encosto em sua navalha se o corte for macio,
Não tenho culpa de ser assim desse jeito,
Sou mistério, sou tantos, sou teu... vício.

Ah! O blog já completou mais de 10.000 acessos. Gostaria de agradecer a todos pelas palavras de carinho, de incentivo e pelos bons momentos que este blog tem me proporcionado. É muito bom dividir um pouco do muito de mim com vocês...

Beijo pra quem é de beijo!
Abraço pra quem é de abraço!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ponto de Vista


Pode me chamar de inconsequente,
Eu não ligo.
Para seus gritos ilibados,
Basta eu assoprar meu apito.
Pode me bater na cara,
Experimente.
Tenho palavras amoladas,
E pernas, e unhas e dentes.
Pode esticar para mim seu dedo teso,
E se esconder em sua couraça de preconceitos,
Eu viajo, eu amo, eu brinco,
Eu vivo a vida do meu jeito.
Pode me chamar de conformista,
De anarquista, de bicha ou de machista,
Pois o que você acredita ser seu óbvio,
Para mim é só mais um ponto de vista.

Beijo pra quem é de beijo.
Abraço pra quem é de abraço.
Obrigado pela leitura e, por favor, deixe seu recado. Sou uma pessoa carente por palavras... (:

domingo, 16 de agosto de 2009

Sobre o amor e outras guerras


Seus olhares me desmontam,
Queria ter dito, ter feito,
Mas teus ventos arrastam minhas palavras,
Admiro tua coragem,
Amo tua destreza,
Mas odeio tuas horas tolas,
Teus monólogos sem delicadeza,
Me perco na imensidão das tuas idéias,
Me desmancho diante de tua fortaleza,
Mas naufrago nas tuas fortes correntezas,
E me afogo em minhas lágrimas de incertezas,
Ès meu estandarte, minha búlssola biruta,
És meu chocolate, minha inconstante dúvida,
Tuas respostas me decifram como um manual,
Tuas perguntas me devoram como uma esfinge,
Muitos quilômetros e um labirinto
Nos separam,
E nos perdemos um do outro o tempo todo,
Nosso sangue se derrama gota a gota,
Nossa boca vai secando pouco a pouco.
Mas nosso sonho se mantém aceso,
E é nessa chama que aquecemos nosso corpo...

Ainda vou aprender a dizer que te amo.
Por enquanto, as ondas vão apagando minhs pegadas
Que acompanham os longos passos
Na tua sinuosa estrada.

Essa é uma homenagem a alguém que eu amo. A alguém que sabe do meu incomensurável amor. A alguém que me dá medo e ternura, lucidez e loucura, paradigmas e distância.
Alguém cujo sangue se mistura em minhas veias. Alguém como eu. Com defeitos e virtudes. Com fraquezas e glórias. Alguém que me fez sofrer algumas vezes, mas que, acima de tudo, me faz seguir sempre de cabeça erguida.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Desalinho


Sou apenas mais um
Entre tantos na multidão,
Mais um a observar as meninas
E as esquinas de contradição.

Sou um mais a procurar nas janelas
Possibiidades ao invés de nãos,
Mais um a esperar por um amor,
Que se perdeu na contramão.

Sou somente mais algum entre tantos,
Entre tontos outros irmãos,
Mais um a pagar uns trocados,
Para trepar com a dama da solidão.

Sou eu, sou apenas mais eu,
Mais um entre tantos eus em vão,
No vagão de um trem em desalinho,
Numa linha sem nenhuma inspiração.

Eu sou alguem do além,
Mais além que o mar e o sertão,
Talvez um andarilho sem porém,
Na bagagem muita vida e pouco pão.

Eu mesmo, sou eu, e você quem é?
Minhas máscaras já rolaram pelo chão,
Trago a face escancarada e o peito,
Não tem jeito, tenho medo de ser não.

Sou somente a semente do futuro,
E só mente a mente sem compaixão,
Sou mais um que de cima de um muro,
Vê mais luz do que suporta a escuridão.

Beijo pra quem é de beijo. Abraço pra quem é de abraço!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Diferente



" de perto ninguém é normal..." (Vaca Profana - Caetano)

Há tempo que eu venho querendo encarar o meu rosto,
Dizer-me impropérios sinceros, chamar-me de louco.
Mas fico esquivando atroz do meu eu eloqüente,
Querendo mostrar que é igual ser tão diferente.

Daí escancaro as janelas da leve minh ´alma,
E abraço meu eu com fervor, minha boca escancara,
Me beijo, me arranho, me digo palavras marcadas,
E deixo caírem sem graça todas as máscaras.

Descubro o profundo e o escuro de ser pelo avesso,
Mas que toda dor desemboca em um recomeço,
E aceito que o mundo é melhor se for desse jeito,
Transformo as doces esquinas em meu endereço.

Me perco em estrofes famintas do pão do sossego,
Me afogo em olhares fugazes, em bocas, em peitos.
Já não me esquivo e nem fujo do eu eloqüente,
Pois sei que eu me igualo a você porque sou diferente.

Roberto Ney O. Araújo Júnior

P.S.: Essa é um músico-poema de minha autoria que está na minha lista VIP de preferidos... (:

Como diria uma querida amiga : beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço... (by Mariana Sales.)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Assim é a vida...


Bela como a poesia,
Delicada como uma flor,
Perigosa como um abismo,
Livre como um condor,
Simples como uma galinha,
Complexa como um ovo,
Sutil como uma borboleta,
Espantosa como um polvo,
Inerte como um poste,
Saborosa como uma maçã,
Deliciosa como um brigadeiro,
Saltitante como uma rã,
Inóspita como o deserto,
Aconchegante como um ninho,
Longe e ao mesmo tempo perto,
Do fim, do caminho,
Tão diferente do início,
Inópia e com fome,
Tentadora como o precipício,
Difícil como a mente do homem,
Cheirosa como um perfume,
Fétida como um pântano,
Acesa como um vaga-lume,
Feia como um dia nublado,
Intrigante como um espelho,
Apagada como um farol queimado,
Rápida como um coelho,
Incessante como a saudade,
Despetalada como a grande-flor cidade,
Espelndorosa como a liberdade,
Solitária como uma prisão,
Complicada como dizer não,
Exuberante como um pavão,
Devastadora como um canhão,
Confortante como um caixão,
Impiedosa como o tempo,
Ardente como uma paixão,
É como uma folha ao vento
Arrastada sem direção,
Duvidosa como dois caminhos,
Amedrontadora como o escuro,
Lírica como um passarinho,
Intransponível como um grandioso muro,
Corrompida como o dinheiro,
Pura como uma criança,
Reluzente como uma estrela,
Eterna como a esperança,
Efêmera como a chama,
Bramada como o grito,
Calada como o silencio,
Mudo, aflito,
Ruidosa como um apito,
Imprudente como a guerra,
Problemática como a poluição,
Grandiosa como a terra,
Misteriosa como o mar,
Encantadora como a lua,
Sedutora como a carne
Nua, crua,
Algumas vezes inexplicável,
Outras, sem nexo,
Sensível como um abraço,
Prazerosa como o sexo,
Traiçoeira como um punhal,
Sorrateira como uma serpente,
Homicida sentimental,
Adolescente,
Simbólica como um sorriso,
Conselheira como um amigo,
Preciosa como a amizade,
Radiante como o brilho,
Límpida como a água,
Cega como o ódio,
Triste como a mágoa,
Almejada como o pódio,
Precípua como o alimento
Que nos garante o sustento,
É como o medo que apavora
E faz da vida um tormento,
Agitada como uma balada,
Trágica como o sofrimento,
Impensada como uma trepada
Rápida, sem sentimento,
Opressora como uma cela,
Perversa como a corrente,
Magnífica como a natureza,
Devorada pelas cidades vazias
Que corroem os sonhos,
A vida é grotesca como o cemitério,
É predestinada como o túmulo,
Imperceptível como as almas
Que vagam pelo mundo,
Salgada como uma lágrima,
Irresponsável como um cão vagabundo,
Subitânea como a sorte,
Amarga como a dor,
Inexorável como a morte,
Sublime como o amor.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Palavras horizontais


Dorme derme, dorme,
Repousa no meu corpo
Até calejar,
Até se juntar
À minha pele,
Morde, invade,
Derrama teu suor,
Apele,
Acorda e me devora,
De leve,
Até que eu me acostume,
É breve,
Depois acelere,
Atreve,
Devora-me louca,
Não negue,
Entrega-te toda,
Penetre,
No céu da minha boca,
Disperse,
Extraia até a última gota,
Eleve-se.

P.S.: um feliz dia dos namorados a todos e, para os solteiros, um dia repleto de possibilidades...
Abraços!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dicotomias


"Eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês." (Belchior)

Pelas ruas esburacadas
Corre o esgoto a céu aberto
E em meio às casinhas de taipa,
Vivem os homens e os insetos.

Lá no fundo ecoa o lamento,
De uma mãe o choro aflito,
Acabara de morrer seu filho desnutrido,
Mais um ser perdeu seu alento.

A mulher segura no colo
A criança com a barriga galdia,
Clamando um prato de comida,
Mas a panela continua vazia.

E enquanto o pobre homem luta
Para ser habitante de sua própria cidade,
O outro homem nem o percebe,
Pois está atolado na mediocridade.

A cidade com duas faces,
Uma sadia e outra com pus,
Separadas por algumas passadas,
Que se transformam em anos luz.

O menino vive na rua,
Sem lar, sem educação,
Você vê, mas não enxerga,
Pois está inundada de egoísmo
E tem medo do pobre coitado,
Aquele menino, antes indefeso,
Mas que precisa sobreviver, como?
A solução é a sua bolsa
Daquela grife de Milão,
A mãozinha segurando a arma
Para com ela comprar seu pão,
Mas eu não posso reclamar
Nem você e nem a moça,
Pois a criança que era indefesa
Não tinha outra solução,
E teve que usar a arma
Que colocamos em sua mão.

Mas aquele homem também luta
Para ser habitante de sua cidade,
Ser um cidadão brasileiro,
Conquistar sua dignidade.

Contudo, seu grito é abafado,
Ou mesmo ignorado,
Por aqueles que têm o poder
E podem falar mais alto.

O menino que você repudiou
E a sociedade deixou de lado,
Hoje ele te roubou,
Mas quem é o verdadeiro culpado?

P.S.: Dedico este poema a todos os que, como eu, são apaixonados pela arte da poesia. Poesia é amor, é dor, é esperença, é revolta, é lembrança, é nostalgia, é tristeza e alegria. Poesia é isso tudo. "Ilumina a noite. Incendeia o dia."...

Grande abraço a todos!