
Na cadência descompassada
Dos que tropeçam pela noite escura,
Com seus trapos desajustados,
Perdem-se desesperados
Em uma eterna procura,
E entre beijos encharcados de alcool,
Cambaleiam firmes por esquinas nuas,
Esmolam por mais alguns carinhos,
Arriscam mais algumas aventuras.
Procuram nos bares desertos,
Tumefactas flores murchas,
Bebem-se sem muitas promessas,
Despem-se sem muitas conversas,
Embriagam-se de desilusões.
Cambaleiam firmes por esquinas nuas,
Inventando paixões.
Beijo pra quem é de beijo.
Abraço pra quem é de abraço.