
Ando por aí garimpando idéias,
Com minha pá imprecisa,
Mas sempre com os ideais firmes,
Vivo a escavar ilusões,
A procurar pedaços de sonhos no imprevisível,
De vez em quando encontro riquezas,
Incertezas de brilho indescritível,
Vez por outra desenterro alguns mortos,
Fragmentos de memórias já esquecidos.
E quando eu resolvo garimpar amor,
Tenho que me valer de alguns explosivos,
Confesso que sempre saio ferido,
São buracos profundos, verdadeiros precipícios,
Algumas minas já foram deixadas pra trás,
Outras estão apenas no início,
Eu também garimpo dor em meio a labirintos,
Algumas vezes me encontro depois,
Mas só depois de já ter me perdido,
Eu gosto mesmo é de garimpar sorrisos,
De mergulhar em cada boca,
Tornou-se um ilustre vício,
E se não encontro o que procuro,
Cavo mais fundo, se for preciso,
Deixo pra trás toda a dor encontrada,
E com as belezas desenterradas
Construo meu paraíso,
Eu garimpo vida...
Queria pedir desculpas por ter aparecido pouco por aqui, mas estou em meio a um turbilhão... em janeiro começarei a postar do Blog diretamente de Portugal. Vou passar um tempo por lá, fazendo uma especialização, por isso estou nessa correria danada...
Mas não me abandonem não viu... rs!
E eu prometo passar aqui sempre que for possível.
Beijo pra quem é de beijo!
Abraço pra quem é de abraço!













